Em 1950, a Junta de Província do Ribatejo, o Grémio da Lavoura e o Grémio do Comércio promoveram uma exposição que denominaram de Feira Franca. Nesta feira, estiveram representadas Empresas Industriais, Comerciais e Casas Agrícolas.
Apesar destas exposições antecederem a Feira do Ribatejo, não passaram de acontecimentos pontuais que não garantiram continuidade contrariamente aquela que seria alguns anos mais tarde a Feira Nacional de Agricultura.
As anteriores experiências com as Feiras de 1936, 1940 e 1950 revelaram-se bastante úteis e frutuosas, pelo que, por iniciativa do vereador Caetano Marques dos Santos, surgiu em deliberação camarária de 4 de Fevereiro de 1953 a Feira do Ribatejo, cuja primeira edição se realizou no ano seguinte.
O ano de 1954 marca assim o começo da Feira do Ribatejo, que dez anos mais tarde se tornaria um evento nacional - a Feira Nacional de Agricultura. Na 1ª edição, a Feira foi então uma mostra da produção regional, pecuária e agricultura e tal como em 1936, os concelhos do distrito estiveram representados em pavilhões próprios.
O ano de 1964 é um ano de mudança e de viragem da Feira do Ribatejo. De âmbito regional, adquire um novo estatuto e passa a denominar-se Feira Nacional de Agricultura por despacho ministerial sem deixar de respeitar a expressão inicial de Feira do Ribatejo, que ainda hoje se mantém. Considerada pelo Ministério de Economia como um certame semelhante à Feira Internacional de Lisboa (FIL), o executivo resolveu atribuir ao evento ribatejano um subsídio de valor igual ao daquela Feira.
As edições posteriores da Feira são cada vez mais orientadas para os aspectos técnicos e para os problemas da Agricultura relativamente à entrada de Portugal na CEE. Enquanto isso, a crescente ocupação da área disponível começa a tornar-se exígua para as pretensões dos expositores. Nesse sentido, o Presidente da Câmara de Santarém, Ladislau Teles Botas, afirma que "a Câmara está empenhada em mudar o local da Feira, pois é visível o seu estrangulamento". Por isso mesmo, adquirem-se alguns terrenos na Quinta das Cegonhas, que possibilitam a realização de algumas provas como também exposições de máquinas agrícolas.
A adesão de Portugal à C.E.E é uma data marcante para a F.N.A. de 1986 cujas actividades não deixam de fazer referência à importância da assinatura do tratado. Neste âmbito a Feira serve de palco ao Congresso do Conselho Europeu dos Jovens Agricultores.
Apesar da evolução do certame, eram nítidas as insuficiências do Campo Emílio Infante da Câmara para a expansão da Feira. Mesmo com as experiências de polivalência que se tentaram, o recinto estava desajustado das modernas necessidades dos expositores e dos visitantes. E é consciente dessas dificuldades que em 1989 é assinada a constituição da sociedade que dá vida ao actual Centro Nacional de Exposições.
O novo lugar havia ficado definido e reunidas as condições para cumprir o principal objectivo da feira que é o de contribuir para a modernização e desenvolvimento da agricultura portuguesa. Assim, as feiras consequentes revelaram-se também um novo estímulo para continuar a ser a maior feira do sector agrícola do país.
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