Somos um grupo de 12 alunos, 11 rapazes e uma rapariga. CEF1B é a nossa turma. Electricista de Instalações é a nossa área. Acompanhem algumas das nossas principais actividades através deste blogue, bem como os nossos gostos musicais, de filmes, de fotos. Vamos ainda utilizar este blogue para abordarmos as temáticas dos dois últimos módulos de Cidadania e Mundo Actual, deste ano (2010/2011): C6 - Património e Cultura: A Nossa Identidade; e C10 - Promover a Saúde: As Doenças do Nosso Tempo.

Feira Nacional de Agricultura/Feira do Ribatejo

Em 1950, a Junta de Província do Ribatejo, o Grémio da Lavoura e o Grémio do Comércio promoveram uma exposição que denominaram de Feira Franca. Nesta feira, estiveram representadas Empresas Industriais, Comerciais e Casas Agrícolas.
Apesar destas exposições antecederem a Feira do Ribatejo, não passaram de acontecimentos pontuais que não garantiram continuidade contrariamente aquela que seria alguns anos mais tarde a Feira Nacional de Agricultura.
As anteriores experiências com as Feiras de 1936, 1940 e 1950 revelaram-se bastante úteis e frutuosas, pelo que, por iniciativa do vereador Caetano Marques dos Santos, surgiu em deliberação camarária de 4 de Fevereiro de 1953 a Feira do Ribatejo, cuja primeira edição se realizou no ano seguinte.
O ano de 1954 marca assim o começo da Feira do Ribatejo, que dez anos mais tarde se tornaria um evento nacional - a Feira Nacional de Agricultura. Na 1ª edição, a Feira foi então uma mostra da produção regional, pecuária e agricultura e tal como em 1936, os concelhos do distrito estiveram representados em pavilhões próprios.
O ano de 1964 é um ano de mudança e de viragem da Feira do Ribatejo. De âmbito regional, adquire um novo estatuto e passa a denominar-se Feira Nacional de Agricultura  por despacho ministerial sem deixar de respeitar a expressão inicial de Feira do Ribatejo, que ainda hoje se mantém. Considerada pelo Ministério de Economia como um certame semelhante à Feira Internacional de Lisboa (FIL), o executivo resolveu atribuir ao evento ribatejano um subsídio de valor igual ao daquela Feira.
As edições posteriores da Feira são cada vez mais orientadas para os aspectos técnicos e para os problemas da Agricultura relativamente à entrada de Portugal na CEE. Enquanto isso, a crescente ocupação da área disponível começa a tornar-se exígua para as pretensões dos expositores. Nesse sentido, o Presidente da Câmara de Santarém, Ladislau Teles Botas, afirma que "a Câmara está empenhada em mudar o local da Feira, pois é visível o seu estrangulamento". Por isso mesmo, adquirem-se alguns terrenos na Quinta das Cegonhas, que possibilitam a realização de algumas provas como também exposições de máquinas agrícolas.
A adesão de Portugal à C.E.E é uma data marcante para a F.N.A. de 1986 cujas actividades  não deixam de fazer referência à importância da assinatura do tratado. Neste âmbito a Feira serve de palco ao Congresso do Conselho Europeu dos Jovens Agricultores.

             
Apesar da evolução do certame, eram nítidas as insuficiências do Campo Emílio Infante da Câmara para a expansão da Feira. Mesmo com as experiências de polivalência que se tentaram, o recinto estava desajustado das modernas necessidades dos expositores e dos visitantes. E é consciente dessas dificuldades que em 1989 é assinada a constituição da sociedade que dá vida ao actual Centro Nacional de Exposições.
O novo lugar havia ficado definido e reunidas as condições para cumprir o principal objectivo da feira que é o de contribuir para a modernização e desenvolvimento da agricultura portuguesa. Assim, as feiras consequentes revelaram-se também um novo estímulo para continuar a ser a maior feira do sector agrícola do país. 

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